Recebi um pacote em casa outro dia. Tinha uma bomba. Não dessas bombas com relógio, mas uma bomba atômica. No pacote um bilhete: "Envie uma foto com as cores vermelho, preto e azul para a caixa postal 666 ou essa bomba irá explodir".
Chamei o esquadrão anti-bombas. Eles disseram que nada poderiam fazer, afinal não haviam sido treinados para lidar com bombas nucleares. Resolvi avisar os militares. Eles verificaram o artefato e notaram que ele estava conectado a uma rede sem fio. Qualquer desconexão da rede resultaria em sua explosão.
No entanto não conseguiram compreender porque uma simples foto com essas cores poderiam evitar a detonação. Logo lembrei-me que havia uma quadra de basquete pintada com essas cores. Tirei uma foto do detalhe. Revelei e enviei para a caixa postal. O artefato acabou sendo desativado remotamente.
Em posse do artefato, percebi que tinha em mãos um instrumento poderoso. Os militares logo quiseram pegá-lo para si, mas eu fugi com ele para um ermo lugar do oriente. Lá aprendi a fazer bombas controladas por controle remoto, sem nunca mostrá-lo a ninguém. Um belo dia preparei um sistema similar ao que recebi em casa e enviei-o diretamente para um presidente de um país com intenções imperialistas.
Junto com o pacote, enviei o seguinte bilhete:
- Desista de dominar o mundo. Para isso, no seu próximo discurso na TV, diga que adora sorvete de chocolate e essa ogiva não explodirá.
Uma semana depois eu o vi na TV. Ele dizia:
- Ao meu povo querido. Venho aqui dizer-lhes que a nossa nação sofreu uma ameaça terrível. Mas não se preocupem, pois já encontramos a solução para esta ameaça. Vocês sabem por quê? É porque eu adoro sorvete de chocolate e quem gosta de sorvete de chocolate nunca poderá deixar o seu povo sofrer qualquer tipo de ameaça. E é por isso mesmo que estamos deixando de investir bilhões e bilhões em armas e armamentos para começarmos a investir na prosperidade deste mundo. Muito obrigado.
Após a sua saída, diversos jornalistas afoitos foram perguntar-lhe se ele não poderia gostar de sorvetes de frutas, que eram mais saudáveis. Ou se poderia abandonar o sorvete, já que o mundo fazia forte pressão pela redução do consumo de carboidratos. Mas ninguém, absolutamente ninguém, lembrou-se de perguntar qual era a ameaça. O plano deu certo.
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