O poeta consegue ver viagem
na verbiagem.
Consegue, sem mescalina,
curvar mensagem.
As palavras tortas
Abrem as portas
Da percepção
O poema é a maior droga
Que ao homem roga
Imaginação
O resultado de neurologia
Verborragia
Da ilusão
O poema causa entorse
Vira o calcanhar
Do sim e do não
O poema é feito de sorte
Entre a vida e a morte
Do poeta
Mas também tem a virtude
E um ritmo certo
completa
O poema tem norma inculta
Coração ausculta
Palpitar
É feito de um pouco de mente
Também presente
Em par
É cheio de rimas ricas
De várias bicas
D'água
Ou sujo, estranho e pobre
Ainda que nobre
Cheio de mágoa
Escrevem de várias formas
Com várias normas
E divisões silábicas
Escrevem pessoas cegas
Que têm adegas
Ou são estrábicas
O poeta enxerga o meio
E beija o seio
Quando nasce
Passa a vida a procurar o leite
De seu deleite
Esperando o enlace
O poeta escreve muito
Decerto fortuito
Maluco ou louco
Mas também escreve menos
Que senos, cossenos
Escreve pouco
O poeta inventa nalavras
Triando cravas
Na peologia
Acredita o poeta em Deus
E também nos seus
Versos do dia
Sei lá se o poema é bom
Mas gosto do som
Do verso trino
Às vezes não tem sentido
Para quem não tem ouvido
A poesia.
Parece loucura do dia-a-dia
Loucura do dia
Cura do dia
O poeta.............teme
consegue............sonhar
ver viagem..........na vida
na verbiagem........do amar
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