Vi uma pena que graciosamente caía
e por pensar alto lhe disse:
-- Repousas na etérea e imprecisa
atmosfera! Precisas sentir o beijo
que vem pela brisa das eras!
Tu vês que na glória do dia
tu sentes o triste penar?
Separar-se da ave sadia
que pelos lados podia voar!
É ver que a pena na brisa,
mesmo sem olhos, pés ou asas
alçou vôo por cima das casas
ainda que incerta e imprecisa.
Então refleti: a pena
não tem a força de voar.
Mas, por sua força plena
a pena quis se soltar
das asas da ave terrena
como uma alma sem a ave de par
Perfeita, na força da brisa,
ela vai livre de si pelo Ar.
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