Dou um beijo, o seu corpo se arrepia,
e seus olhos ficam claros como o dia.
Dou outro beijo, agora no seu seio,
e perco o canto, o teto, o Sol, o ar e o meio.
Vou beijando, e agora já no umbigo,
esquecemos já aquele amor de amigo.
Mais beijos e a eternidade vira um instante,
e o nosso amor já é mais amor de amante.
Já no solo, nossos corpos se desnudam
pele e pele já se tocam, já transferem
calor de lado a lado, os corpos querem
se colar, se calar e se saúdam.
Já não quero mais estar em outro lugar
que não dentro do seu corpo em corpo e alma.
Já não quero respirar mais outro ar,
senão aquele que você expira com calma.
Eu me sinto tão molhado e tão intenso
do seu suor, do seu prazer, de sua beleza.
Um pedaço de mim cresce, fica imenso,
diante do desejo e da certeza.
E se já vai sentir o orgasmo em toda parte,
eu já sinto aqui em mim o intenso choque.
Se de dentro sai o gozo como arte,
de fora vem a força, o ar e o toque.
O toque dos meus lábios na sua boca
encerram essa tarde em poesia.
Quisera eu ter seu corpo todo dia
e deixar-lhe toda viva, toda louca.
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